Paulistano se guia pela imprensa e caos na cidade fica restrito ao período da manhã
Após interdições das principais vias da cidade pela chuva, cidadãos ficaram em casa e aliviaram a situação no rush noturno,em São Paulo
Chuva em São Paulo nesta terça-feira. Imprensa noticiou destaques como "Prefeitura diz que cidade está mais bem preparada para chuvas", juntamente com fotos como essa. Apu Gomes/Folha Imagem
Quem acordou sobressaltado na madrugada desta terça-feira ouviu que o barulho de chuva sobre os telhados das casas era forte. Foi assim por todo o dia. Durante poucas horas, em certas regiões da cidade de São Paulo, choveu o equivalente a mais da metade da média pluviométrica prevista para o mês.
E o paulistano, que já havia enfrentado transtornos gigantescos na última quinta-feira, dia 03, na volta do expediente, viu o pesadelo se repetir, também devido à chuva, no começo da manhã de ontem.
Como ninguém sabia o tamanho exato da interferência que a chuva causaria, as pessoas seguiram para o trabalho, faculdade e outras atividades normalmente. O dia no entanto já era anormal e assim que o rio Tietê transbordou inundando a mais importante via, considerada expressa, da cidade, todos a mídia paulistana derrubou suas pautas. O assunto era guiar o ouvinte, telespectador e leitor para uma constatação óbvia diante do engarrafamento: você ficará parado se estiver na Marginal do rio Tietê e na zonas Norte, Leste, Oeste e Central há pontos de alagamento intransitáveis. “Não venha para São Paulo”, informou Heródoto Barbeiro, no Jornal da CBN. Mariana Godoy informava, via GloboCop, que a cidade havia de fato parado. Os portais da Folha e G1 já noticiavam a atenção e tenção na segunda via expressa mais importante da capital: a do rio Pinheiros, que tem ao seu lado contato direto com a linha mais importante da CPTM empresa dos trens em São Paulo.
Twitter da jornalista Pétria Chaves, da CBN. Repórter aérea do Jornal da CBN ficou no chão nessa terça-feira, alagamento do Campo de Marte, na Zona Norte de São Paulo, impossibilitou decolagens.
Foi assim durante o dia inteiro. Quem viveu a situação mandou SMS para as rádios, e tuitou para os jornalistas que acompanhavam a situação. Durante os rádiojornais ouvidos pelo Outra Leitura, a participação do ouvinte foi essencial, já que muitos repórteres nem sequer conseguiram chegar no Campo de Marte, ponto de decolagem dos helicópteros de quase todas as emissoras que cobrem o trânsito na cidade.
O pedido das autoridades para que quem não havia saído de casa se mantivesse onde estava e quem já havia chegado no trabalho fosse embora mais cedo, foi incrivelmente divulgado pela imprensa. Mostrou resultado. Aliado ao medo de ficarem presos a congestionamentos por três, quatro horas, o paulistano fugiu das ruas. O trânsito no final da tarde parecia o de feriado, noticiava o SPTV 2ª edição, à noite.
Já nos principais jornais e portais do país, o destaque no começo de noite era a explicação detalhada do caos, com infográficos, entrevistas com autoridades e esclarecimentos como a pane na bomba de escoamento na marginal do rio Tietê.
Destaque da Folha Online no começo da noite dessa segunda. Depois de noticiar o caos, as explicações técnicas começam a surgir.








Esse é meu amigo Fefê. Sem comentários. Demorou pra fazer mas fez bonitoooo.
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